Nas tradições religiosas orientais, a reencarnação é algo bastante presente e – geralmente – vinculado ao processo de desenvolvimento ou iluminação da alma.

Para Yogananda não é diferente. Neste artigo, selecionamos trechos do livro A Eterna Busca do Homem, onde ele fala sobre como as vidas passadas influenciam a vida presente, sobre justiça divina e provas científicas de que a reencarnação existe.

Confira!

Características de vidas passadas nos influenciam no presente

“Em uma família de literatos, não raro se encontra um menino que detesta literatura. Ele cresceu rodeado da companhia dos que amam a literatura, entretanto nenhuma afinidade tem por ela. Por quê? Só o ambiente e a hereditariedade, no sentido comum, não explicam isto. Por trás desses fatores está a reencarnação. Nascemos em determinada família por causa de certas características semelhantes. Contudo, cada pessoa na família é uma alma individual que traz consigo, de vidas passadas, suas próprias características marcantes. Em consequência, sempre há algumas semelhanças biológicas e hereditárias nas famílias, embora cada pessoa tenha um caráter diferente.

O homem nasce em determinada família, em ambiente social e nacional particular, em razão de causas específicas – as próprias ações passadas. Por isso, o homem é o arquiteto do próprio destino. Podemos quase prever o que alguém será em sua próxima vida, se analisarmos seus interesses e hábitos predominantes na vida atual.”

As aparentes desigualdades humanas

“Deus cria todos os homens iguais, feitos à Sua imagem. Se quisermos encontrar uma justificativa para as aparentes desigualdades humanas, precisamos compreender a lei da reencarnação. O conhecimento dessa lei foi sepultado e esquecido durante as Idades das Trevas. Jesus falava da reencarnação quando disse: “Elias já veio, e não o reconheceram. (…) Então, os discípulos compreenderam que lhes falava de João Batista.”1 A alma que aparecera em uma encarnação como Elias (Elijah) retornou na outra como João Batista.”

“A vida não teria sentido se não nos desse oportunidades suficientes para desenvolvermos nosso potencial e satisfazermos nossos desejos. Sem reencarnação, como operaria a justiça divina no caso das almas que não têm chance de expressar-se porque se encerraram no corpo de um bebê que nasceu morto ou de outro que, talvez, só viva até os 6 anos? Essas almas dificilmente poderiam ser condenadas ao inferno, pois nada fizeram que merecesse castigo, nem poderiam ir ao céu, pois não tiveram oportunidade de merecê-lo. A resposta é que a Terra é uma imensa escola e a lei da reencarnação é a justiça que faz com que todos retornem, inúmeras vezes, até terem aprendido todas as lições da vida. O Senhor Krishna referiu-se a essa verdade: ‘Seguindo diligentemente seu caminho e aperfeiçoado pelos esforços de muitos renascimentos, o iogue é purificado do pecado (mácula cármica) e, finalmente, penetra na Beatitude Suprema.’”

“O próprio homem cultivou suas qualidades luminosas e sombrias. Em algum lugar, em alguma época, nesta ou em outras vidas, ele plantou as sementes com suas ações. Se permitir que as sementes de más ações cresçam, elas sufocarão as boas sementes plantadas. No jardim da vida, o sábio atira para longe as sementes do mal.”

A reencarnação pode ser provada cientificamente

“Se alguém acredita na existência de um Deus justo, pode admitir, quase imediatamente, a crença na reencarnação, já que ambos os conceitos dependem, de fato, um do outro. Mas o que dizer dos céticos e ateus? É possível fornecer provas científicas da verdade da reencarnação que os deixem plenamente satisfeitos? Pode a teoria da reencarnação ser, de alguma forma, testada cientificamente, não apenas para dar esperança, mas também como prova genuína de sua realidade?”

“Os cientistas materialistas alegam que não encontraram qualquer prova real da existência de Deus e, portanto, não podem oferecer nenhuma comprovação da existência de Sua lei justa, que dá a todos os seres vivos a mesma oportunidade de evoluírem com a reencarnação. Para esses cientistas, o sofrimento de crianças inocentes e outras desigualdades da vida parecem inexplicáveis, evidenciando a ausência de um Criador justo.”

“Já que existem meios de comprovação, ninguém tem o direito de dizer que a reencarnação e outras leis espirituais são inoperantes enquanto não testar os métodos e ver resultados por si mesmo. Um físico cético tem o direito de expressar sua opinião, mas continua sendo apenas uma opinião, não um fato. Na ciência física, certos procedimentos devem ser adotados e seguidos para se provar a verdade de qualquer teoria. Os micróbios são invisíveis a olho nu; é preciso usar um microscópio para detectar sua presença. Se uma pessoa se recusa a olhar pelo microscópio, não se pode dizer que tenha testado cientificamente a teoria de que os germes estão ali. Sua opinião, portanto, não tem valor, visto que não observou os critérios prescritos para chegar à verdade da teoria. O mesmo se dá com os assuntos espirituais. O método foi descoberto, as regras estabelecidas e o resultado está à disposição de qualquer um que esteja bastante interessado para experimentar. No mundo ocidental, por falta de um tratamento científico à lei espiritual, o valor da religião foi profundamente subestimado como fator vital na vida do homem, e as doutrinas espirituais são aceitas ou rejeitadas com base apenas em inclinações pessoais e não como decorrência da investigação científica.”

Fonte e aprofundamento do tema: A Eterna Busca do Homem

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