Quando você pensa em rio Ganges, que imagens vêm à sua cabeça? Muitos de nós, ocidentais, têm referências bastante preconceituosas a esse respeito. Alguns documentários e reportagens veiculados aqui, contribuem para essa visão de que é um lugar poluído e propenso a doenças.

Mas o Ganges, para os indianos, assim como para os milhares de peregrinos que o visitam todos os anos, é uma deidade. É sagrado. “Quando eu vi o rio pela primeira vez, eu vi o conhecimento.” Quem diz é o professor de Vedanta Jonas Masetti. Ele já esteve no país asiático muitas vezes, algumas para longas temporadas, a fim de estudar esses saberes milenares que levam ao autoconhecimento.  

Entrevistamos o Jonas com o objetivo de entender melhor a história e a potência do famoso rio. Da geografia à escritura, o Ganges oferece uma série de reflexões e desperta – se não encantamento e vontade de vê-lo ao vivo e em cores – muita curiosidade.  

Bom, o “Ganga”, como é carinhosamente chamado pelos indianos, vem do degelo dos Himalaias. A tradição védica fala de sete rios na Índia, sendo este o principal. Além da função econômica de abastecer as primeiras vilas, que posteriormente dariam origem às cidades, o Ganges é visto como uma mãe que nutre a todos e guarda memórias muito especiais.   

Antigamente, não havia ashrams (monastérios) e centros de estudo nas cidades. Para conhecer ou visitar algum mestre, era necessário subir ao topo da cadeia de montanhas margeando o extenso rio. O percurso, por si só, já tinha contornos espirituais – como o tem até hoje –, uma vez que é pontuado de trajetos e lugares trilhados e habitados pelos sábios.

Nas histórias da tradição, as estrelas que compõem o chamado eixo da Via Láctea são descritas como o próprio Ganges viajando pelo céu. Quando ele bate na cabeça de Shiva (deidade hindu), volta na forma de rio, ameno e apaziguado, alimentando toda a Índia.

Geralmente, o ritual feito pelos peregrinos lá, para pedir as suas bênçãos, é o seguinte: Entra-se no rio até a água chegar à cintura, uma forma de acostumar com a temperatura, e depois mergulha-se três vezes pedindo pela limpeza da mente, do corpo e do karma. A prática costuma acontecer bem cedo, às quatro e meia da manhã.

Isso tudo não é muito interessante?

No filme Uma – Luz dos Himalaias, em cartaz, Jonas e mais duas pessoas viajam por boa parte dos dois mil quilômetros do Ganges e são retratadas suas experiências diante do rio. O longa é uma co-produção Índia/Brasil e é dirigido por Ananda Jyothi – músico com inúmeras participações em shows e discos de artistas brasileiros. Mais do que entretenimento e conhecimento intelectual, “Uma proporciona uma experiência a quem o assiste”, conta Jonas.

Para você saber mais dos lugares e horários das sessões, acesse:

https://www.espacofilmes.com.br/ ou siga @espacofilmes

Aproveitando o “Cine-Yoga”, também recomendamos:

Awake – A vida de Yogananda

Biografia não convencional a respeito do swami indiano que trouxe a yoga e a meditação para o Ocidente na década de 1920. Paramahansa Yogananda foi autor do clássico espiritual Autobiografia de um Iogue, que tem vendido milhões de cópias em todo o mundo e é, hoje, leitura obrigatória para buscadores, filósofos e entusiastas pela yoga.

Personalizando sua própria busca pela iluminação e compartilhando suas lutas ao longo do caminho, Yogananda tornou os antigos ensinamentos védicos acessíveis ao público moderno, atraindo muitos seguidores e inspirando milhões de pessoas que praticam yoga nos dias de hoje. Filmado durante três anos, em 30 países, o documentário examina o motivo pelo qual milhões de pessoas têm voltado sua atenção para dentro na busca pela Autorrealização.

Awake – A vida de Yogananda: http://bit.ly/35MyWdM

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